Livros para o PNLD 2018 Literário
Conheça os melhores livros selecionados para o PNLD 2018 Literário e faça a sua escolha!

Casa da Palavra

  • Jogador Nº 1
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    Código PNLD: 1221L18603

  • O dragão de gelo
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    Código PNLD: 1305L18602

  • Se o passado não tivesse asas

    Código PNLD: 1205L18603

Casa dos Mundos

  • Esse cabelo
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    Código PNLD: 1338L18604

  • Mayombe
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    Código PNLD: 1284L18603

  • Para além do diário de Anne Frank

    Código PNLD: 1328L18604

CJT & Promolivros

  • D. Leopoldina: A história não contada

    Código PNLD: 1373L18604

  • O Espadachim de Carvão

    Código PNLD: 1350L18603

  • Perguntem a Sarah Gross

    Código PNLD: 1251L18603

Jogador Nº 1<br>⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Ficha técnica

Título: Jogador Nº 1

Autor: Ernest Cline

Tradução: Carolina Caires Coelho

Gênero literário: romance

Páginas: 464

Temas: Cultura digital no cotidiano do jovem, Ficção, mistério e fantasia

Categoria: 6

Código PNLD: 1221L18603

Jogador Nº 1
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O romance de Ernest Cline retrata um mundo distópico: a Terra, em 2044, tornou-se um local deplorável. A fome assola a maioria da população, o desemprego levou o mundo à miséria e às guerras. Em um cenário de completa destruição, restam apenas ruínas do que fomos um dia. Isso tudo coloca a humanidade em um estado de apatia: não querem resolver os problemas, desistiram de viver e somente sobrevivem.

Com uma narrativa em prosa, característica de obras literárias de romance, Cline mostra como a realidade é uma decepção. A única maneira de fugir dela é… ficar conectado o tempo todo ao OASIS: o jogo em que você pode ser quem quiser, ir aonde quiser, fazer o que quiser. Onde os limites da realidade são sua própria imaginação.

As pessoas entram no OASIS por todas as coisas que podem fazer, mas decidem ficar por todas as coisas que podem ser. Conhecer pessoas novas, fazer amizades, ter relacionamentos, se apaixonar, se casar, se divorciar… tudo em qualquer um dos mundos inspirados nos filmes, videogames e cultura pop dos anos 1980. Claramente, percebemos a referência das relações típicas da cultura digital, as interações construídas somente por meio de redes sociais.

O protagonista Wade Watts (nome escolhido por seu pai para parecer uma identidade secreta de super-herói) escapa de sua desanimadora vida real passando horas e horas conectado ao jogo. Porém, nesse mundo virtual, um fato desestabiliza as estruturas: James Halliday, o bilionário e excêntrico criador e dono do OASIS, morre e deixa sua enorme fortuna e o controle do jogo para quem desvendar uma elaborada caça ao tesouro.

A partir disso, a busca insana e a ambição problematizam e destroem os vínculos virtuais criados. O protagonista e seus amigos logo descobrem que será necessário enfrentar muito mais do que o sinuoso quebra-cabeça montado por James. Vilões corporativos e outros competidores sem escrúpulos farão de tudo – não só no OASIS, como também no mundo real – para encontrar o tesouro primeiro.

Todo esse universo onde personagens virtuais são heróis foi criado por Ernest Cline. O autor, que já trabalhou como cozinheiro, peixeiro, atendente de locadoras de vídeo e auxiliar de suporte técnico, sempre foi o estereótipo do “nerd”. Inserido nesse mundo – e apaixonado por ele –, acabou deixando de lado suas outras atividades para se dedicar em tempo integral ao amor pela cultura pop. Começou a trabalhar como roteirista. Para sua surpresa, deu certo! Um de seus roteiros deu origem ao filme Fanboys, que virou um fenômeno cult. Em 2018, a adaptação de Jogador Nº 1 foi levada para as telonas por ninguém menos que Steven Spielberg. Ernest vive no Texas com sua mulher e sua filha e… uma grande coleção de clássicos de videogame.

Uma ótima pedida para o PNLD 2018 Literário!

O dragão de gelo<br>⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Ficha técnica

Título: O dragão de gelo

Autor: George R.R. Martin

Tradução: Gabriel Oliva Brum

Gênero literário: Conto

Páginas: 128

Temas: Ficção, mistério e fantasia

Categoria: 6

Código PNLD: 1305L18602

O dragão de gelo
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George R.R. Martin é o autor mundialmente conhecido da série best-seller mundial “As Crônicas de Gelo e Fogo” (que originou a série da HBO Game of Thrones) e acumula diversos prêmios de ficção científica. Ele é formado em História e Jornalismo e foi roteirista de Hollywood.

É também protetor de lobos e colecionador de miniaturas de cavaleiros. Começou a escrever na escola e vendia suas histórias de monstros para os amigos por centavos. Fazia até sessões de leitura dramática! Um personagem extremamente criativo desde pequeno!

O dragão de gelo é uma lenda já conhecida entre os leitores de “As Crônicas de Gelo e Fogo”. O pano de fundo é um povoado simples, mas habitado por criaturas fantásticas, misturando ficção, mistério e fantasia. Escrito por Martin em 1978, 18 anos antes da série, o livro marca a entrada do autor no universo infantojuvenil.

O conto tem uma narrativa leve e menor que os outros livros escritos por Martin. Com poucos personagens, como é característica deste gênero literário, a trama se concentra na história e trajetória de Adara, uma criança nascida do inverno e de pele azul-clara e gelada. Dessa ligação com o frio vem seu contato com o dragão de gelo, uma criatura lendária, indomada e temida.

Adara é uma menina diferente. Deslocada, séria, não gosta das brincadeiras das outras crianças, não chora e, principalmente, gosta de ficar sozinha em seu próprio mundo. Apesar de muito nova, ela cativa o leitor exatamente por não se encaixar nas perspectivas de sua família e no perfil esperado, além de não corresponder aos sentimentos de seu pai da maneira como ele acha que seria ideal. Quem nunca se sentiu um pouco Adara em algum momento da vida? Quem, ao chegar aos 14, 15 anos, nunca se viu deslocado, desajustado, inadequado?

É dessa forma que O dragão de gelo toca os jovens alunos do Ensino Médio e traça um paralelo entre o mundo deles e o mundo externo, mostrando que é sempre possível que ambos se encontrem e convivam em harmonia. A obra traz um final feliz não tão feliz, quando a personagem tem que abrir mão do seu amigo dragão de gelo para integrar-se de volta à sua família. Mas é através desse retorno e dessa reintegração que Adara se sente sim mais feliz e tranquila, aprendendo a conviver com a diferença, que já não é tão diferente assim…

Escolha perfeita para o PNLD 2018 Literário!

Se o passado não tivesse asas
Ficha técnica

Título: Se o passado não tivesse asas

Autor: Pepetela

Número de páginas: 368

Gênero literário: Romance

Temas: Projetos de vida/ Inquietações da juventude/ O jovem no mundo do trabalho

Categoria: 6

Código PNLD: 1205L18603

Se o passado não tivesse asas

Pepetela (como é conhecido Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) é um angolano que se formou em Sociologia em Argel, durante o exílio. Foi professor universitário e guerrilheiro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Com mais de vinte livros publicados, já recebeu o prêmio Camões e diversas distinções no Brasil, na Holanda e na Espanha, e é considerado um dos maiores escritores de Língua Portuguesa da atualidade. Suas obras retratam a história contemporânea de seu país natal e os problemas que sua sociedade enfrenta, mas sempre com certa abrangência humana e universal.

Assim é em Se o passado não tivesse asas. Cruzando passado e presente pelas trajetórias de Himba e Sofia, Pepetela fala sobre a guerra civil e o pós-guerra, apresentando em sua história toda a desigualdade social e a violência existentes. Duas mulheres em momentos distintos do mesmo país numa narrativa pincelada ainda pela experiência pessoal do autor. Uma potente mistura de ficção e história, como é característico em sua obra.

Himba perde a família quando tentavam fugir da guerra, aos 13 anos. Passa a viver nas ruas e nas praias de Luanda com o amigo Kassule, também órfão, e enfrenta fome, violência e abusos. Sofia, já na “paz” do pós-guerra, se torna sócia de um restaurante frequentado pela elite de Luanda e cuida do irmão, Diego, um artista de rua. O alimento para a sobrevivência as duas personagens encontram na solidariedade, no amor e na amizade.

Com um desfecho surpreendente, Pepetela leva o leitor a refletir sobre as mais profundas fragilidades e contradições humanas, num mergulho nas últimas décadas de Angola.

Em Se o passado não tivesse asas temos uma história tecida com poesia e força, que leva o jovem aluno do Ensino Médio a pensar sobre nacionalidade, cidadania e sua relação com a terra natal; sobre conflitos e angústias que o mundo ao nosso redor e o amadurecimento trazem a todos nós, principalmente quando começamos a nos lançar na vida com mais independência, a desenhar o futuro com uma boa dose de inquietação. A obra de Pepetela permite  também, a partir da personagem Sofia, que o aluno reflita sobre os desafios do mundo profissional, que para ela passam por cidadania e ética.

Mais um livro de Pepetela no PNLD 2018 Literário!

Esse cabelo<br>⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Ficha técnica

Título: Esse cabelo

Autora: Djaimilia Pereira de Almeida

Gênero literário: Memória, diário, biografia, relatos de experiências

Páginas: 144

Temas: Diálogos com a sociologia e a antropologia/ Projetos de vida/ Inquietações das juventudes/ Bullying e respeito à diferença

Categoria: 6

Código PNLD: 1338L18604

Esse cabelo
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Esse cabelo mistura memória, imaginação e crítica social com humor e leveza. Contando sobre seu próprio cabelo, Djaimilia Pereira de Almeida traz nestas páginas muito de sua vida e convida o leitor a desembaraçar os nós do racismo e do feminismo. Seu cabelo é seu marco identitário e recupera vozes ancestrais para construir sua narrativa sobre os temas de pertencimento e origem.

Djaimilia questiona o que se passa dentro e fora das cabeças. A resposta vem rápido, mas comporta uma infinidade de temas, tabus, questionamentos. O cabelo pode ser encarado como um simples adereço, como uma mera futilidade. Mas não é. A autora brinda seus leitores com um paralelo incrível sobre salões de beleza. Ela diz que visitar esses espaços majoritariamente femininos é a melhor forma de conhecer países em sua essência, identificando suas preferências e desnudando seus preconceitos.

Esse cabelo é sobre Mila, uma garotinha como tantas outras. Apesar de não se passar no Brasil, se encaixa perfeitamente à nossa realidade. Mila chega em Lisboa aos 3 anos, vinda de Luanda. Ela e seu cabelo despenteado, crespo, diferente. A garotinha cresce, se modifica e seu cabelo permanece o mesmo, honrando suas raízes, sua identidade, relembrando seu passado e sua história.

A protagonista e seu cabelo são a mistura potente de um comerciante português, de um pescador albino de M’banza Kongo, de católicas anciãs de Seia, de cristãos-novos maçons de Castelo Branco… Uma família que descreveu o caminho entre Portugal e Angola ao longo de quatro gerações. Com o passeio geográfico de Mila, acompanhamos a trajetória do seu cabelo, tecendo um panorama geopolítico pelas diferentes realidades dos países retratados.

Pensando na realidade dos alunos do Ensino Médio, Esse cabelo traz para a sala de aula elementos de debate muito poderosos e necessários. Pode não parecer à primeira vista, mas a transição capilar – movimento que tem se tornado cada vez mais comum e consiste em deixar de alisar os cabelos e assumir as raízes naturais – e a valorização do o crespo perpassam uma série de paradigmas como a construção de uma identidade cultural e social; a construção de projetos de vida relacionados à adolescência; a ideia de ser parte de um todo, de pertencimento e amadurecimento; o respeito à diferença; além das referências de organização da sociedade. Temas mais do que atuais, fundamentais.

Mas quem é a dona desse cabelo? Djaimilia Pereira de Almeida é angolana. Nasceu em terras africanas, mas mudou-se para Portugal quando ainda era criança. Em terras lusitanas, ela cresceu e vive até hoje. Esse cabelo foi sua estreia na literatura, em 2015. Fruto de uma inspiração vinda da mistura entre o músico Kanye West e o filósofo Walter Benjamin, o livro foi vencedor do Prêmio Novos – Literatura 2016. Djaimilia formou-se em estudos portugueses na Universidade Nova de Lisboa e fez doutorado em teoria da literatura na Universidade de Lisboa. Em 2013, foi uma das vencedoras do Prêmio de Ensaísmo Serrote (Instituto Moreira Salles) e já publicou ensaios em revistas e jornais de Portugal, dos Estados Unidos e do Brasil.

Mais um excelente livro selecionado para o PNLD 2018 Literário!

Mayombe<br>⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Ficha técnica

Título: Mayombe

Autor: Pepetela

Gênero literário: Romance

Páginas: 256

Temas: Projetos de vida/ Inquietações das juventudes/ Protagonismo juvenil/ Cidadania

Categoria: 6

Código PNLD:1284L18603

Mayombe
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Pepetela (como é conhecido Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) é um angolano que se formou em sociologia em Argel, durante o exílio. Foi professor universitário e guerrilheiro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Com mais de vinte livros publicados, já recebeu o prêmio Camões, maior prêmio hoje da língua portuguesa, e diversas distinções no Brasil, na Holanda e na Espanha. Pepetela é sem dúvida considerado um dos maiores escritores de língua portuguesa da atualidade. Suas obras retratam a história contemporânea de seu país natal e os problemas que sua sociedade enfrenta.

Escrito durante a atuação de Pepetela no MPLA e publicado originalmente em 1980, Mayombe parte do cotidiano dos guerrilheiros deste movimento, colocando em pauta reflexões, contradições e conflitos desses homens, e até mesmo a desigualdade de gênero, mediante uma personagem feminina sem voz.

Por meio da variação da figura narrativa (entre um narrador onipresente e os próprios guerrilheiros), percebemos que mesmo uma revolução pode ser vista de formas diferentes e, muitas vezes, conflitantes, por seus próprios “atores”. Pepetela mesmo tinha dúvidas sobre o que impulsionava o grupo dentro da floresta tropical escura e montanhosa (a Mayombe do título) na busca pela tão sonhada liberdade – a busca por um país unificado e livre. Eles lutavam contra as tropas portuguesas, mas também contra as diferenças culturais e sociais que precisavam superar.

As diversas origens e ideologias dentro do grupo, apesar de o objetivo ser o mesmo, resultavam em ideais distintos, que geravam conflito e prejudicavam a unidade da revolução. Enquanto colônia de Portugal, as inúmeras tribos que formavam Angola foram subjugadas. O leque linguístico do país era enorme e o português passou a ser a língua oficial, mas nem todos a falavam fluentemente. Antes de serem angolanos, os cidadãos eram de diversas tribos e as diversas heranças étnicas geravam desconfianças. Somavam-se a isso os conflitos das relações de poder dentro da organização. Podemos aqui iniciar uma reflexão: origens e ideais distintos geram conflito em qualquer situação?

O romance Mayombe leva o jovem aluno do Ensino Médio a pensar sobre nacionalidade, preconceitos, respeito e sua relação com a terra natal. A história fala de conflitos e angústias, pertencimento – enfim, temas fortes e importantes nessa fase da vida. A questão da cidadania e da relação do indivíduo com o mundo à sua volta, considerando os diferentes campos de convívio, perpassa toda a obra.

Além disso, Mayombe traz possibilidades de reflexão que não podem ser desprezadas, pois pode-se facilmente criar um paralelismo, por exemplo, com o que os jovens vivem aqui e agora no Brasil: a problematização de diversas formas de exercício da cidadania e como os jovens podem vivenciá-las face aos conflitos político-sociais que os cercam. Como se engajar e trabalhar pela coletividade quando sentimos nossas mais profundas raízes desrespeitadas?

Um dos dois grandes livros de Pepetela selecionados para o PNLD 2018 Literário!

Para além do diário de Anne Frank
Ficha técnica

Livro: Para além do diário de Anne Frank

Autor: Aukje Vergeest

Tradução: Karolien van Eck

Gênero literário: Memória, diário, biografia, relatos de experiências

Páginas: 192

Temas: Diálogos com a sociologia e a antropologia/ Projetos de vida/ Cidadania

Categoria: 6

Código: 1328L18604

Para além do diário de Anne Frank

Para além do diário de Anne Frank nos transporta para um dos esconderijos mais conhecidos da Segunda Guerra Mundial. Neste livro, acompanhamos dois anos de um confinamento de horror, clandestinidade e escassez, mas também de esperança e amizade, de oito pessoas. Entre elas está a menina que, ao escrever em qualquer papel que caísse em suas mãos, deixou um importante documento desse triste momento da história mundial.

Com fotografias e documentos históricos, o livro foi idealizado pela Casa de Anne Frank, na Holanda, e traz, através de depoimentos de quem conviveu com a menina, detalhes do processo de escrita do diário e da vida dos clandestinos no confinamento até a deportação para os campos de concentração. Traz também a rotina dos cinco ajudantes que cuidaram deles, levando alimentos, roupas, papel para Anne e notícias do mundo do lado de fora. E conta ainda com um resumo da Segunda Guerra Mundial, mapas, linha do tempo e glossário; permitindo detalhar a época e entrelaçar essas 13 vidas com os fatos históricos.

Além da tristeza e do medo, fica da leitura uma grande lição de empatia, solidariedade, cidadania. Pelas memórias de Anne, sua família, seus companheiros de confinamento e ajudantes, os jovens alunos do Ensino Médio podem refletir sobre temas que encontram eco em seu cotidiano. Da Europa dos anos 1940 para o Brasil do século XXI vêm as angústias e dúvidas típicas do processo de amadurecimento; a relação com o mundo ao redor; o trabalho pela coletividade. Vale também refletir sociológica e antropologicamente sobre como Anne imaginava seu futuro; quais as normas sociais que determinavam o convívio naquela época e as de agora; quais eram os costumes e as crenças da juventude na época que lembram os costumes e as crenças de hoje.

São muitos os paralelos que Para além do diário de Anne Frank permite. Afinal, como já ensinou o escritor angolano Pepetela, cujas obras entrelaçam memória e ficção e falam principalmente sobre conflitos, a gente deve “(…) socorrer-se do passado para pensar o presente e perspectivar o futuro”. E é assim que este livro se aproxima dos jovens e possibilita que você, professor, desenvolva um trabalho intertextual e multidisciplinar.

A recomendação para os alunos é uma só: conheçam o Esconderijo e as páginas do diário de Anne e aprendam com uma vida curta e admirável.

Um grande livro selecionado para o PNLD 2018 Literário!

D. Leopoldina: A história não contada
Ficha técnica

Título: D. Leopoldina: A história não contada

Autor: Paulo Rezzutti

Gênero literário: Memória, diário, biografia, relatos de experiências

Páginas: 432

Temas: Diálogos com a sociologia e a antropologia/ Projetos de vida/ Inquietações das juventudes/ Protagonismo juvenil/ Cidadania

Categoria: 6

Código PNLD: 1373L18604

D. Leopoldina: A história não contada

Uma surpreendente D. Leopoldina para quem só lembra da imperatriz como parte mais fraca do célebre triângulo amoroso com D. Pedro, seu marido, e Domitila de Castro, a marquesa de Santos. Sua história vai muito além da traição amorosa. Austríaca, culta e refinada, Maria Leopoldina Carolina Josefa de Habsburgo-Lorena saiu da Europa, em 1817, aos 20 anos, para ser a primeira princesa europeia a se casar no continente americano. Não só encarou a aventura nos trópicos, como se tornou figura fundamental no processo de Independência do Brasil.

Paulo Rezzutti é escritor e pesquisador. Membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, e membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes e membro do Grupo de Pesquisa: História e memória das políticas educacionais no território fluminense (Uerj/CNPq), ele trabalhou como consultor técnico na exumação dos corpos dos primeiros imperadores do Brasil. Com vários livros publicados, conquistou o prêmio Jabuti de Biografia, em 2016, com D. Pedro – A história não contada: O homem revelado por cartas e documentos inéditos.

E é novamente com documentos e imagens inéditos, encontrados no Brasil e na Europa, que o autor convida professores e alunos para “dar uma espiadinha” na vida nada fácil da primeira imperatriz do Brasil. Em uma interpretação inovadora, ele mostra suas reflexões, crenças e angústias. Seria ela um símbolo feminista da história política brasileira? Alguns historiadores acreditam que sim…

De princesa triste, feia e frágil e esposa obediente à soberana inteligente. Uma personagem dessa não podia acabar empoeirada nos baús da memória nacional… Se a história ainda não foi contada, Paulo Rezzutti escancara os arquivos e preenche essa lacuna com uma linguagem leve e saborosa. Assim, possibilita que o aluno do Ensino Médio reflita sobre temas como empoderamento feminino; as angústias do amadurecimento e as expectativas para a vida adulta; as mudanças de interesse e as questões de pertencimento; o exercício da cidadania e os campos de convívio social; e o trabalho pela coletividade. Afinal, o que combatemos ou lutamos para reafirmar já acompanhava nossos ancestrais…

Porque também tem história no PNLD 2018 Literário!

O Espadachim de Carvão
Ficha técnica

Título: O Espadachim de Carvão

Autor: Affonso Solano

Gênero literário: Romance

Páginas: 256

Temas: Ficção, mistério e fantasia

Categoria: 6

Código PNLD: 1350L18603

O Espadachim de Carvão

Affonso Solano é um dos podcasters brasileiros mais famosos do mundo nerd e integrante do lendário podcast Matando Robôs Gigantes. Ele trabalhou muitos anos como ilustrador e storyboarder para agências de publicidade e canais de televisão, como Globo e Record, e, por conhecer bem o universo geek, é colunista de portais como Tech Tudo e Omelete. Adora desenhar monstros, super-heróis e alienígenas e, dizem por aí, foi apelidado, humoristicamente, claro, de “Rei dos escritores”. Sua principal característica é… um bigode inconfundível ao estilo “Salvador Dalí”.

Em O Espadachim de Carvão, Affonso reúne toda a sua experiência em um romance de ritmo intenso e com linguagem cativante que transporta o leitor imediatamente para um universo paralelo. A aventura é contada através de uma narrativa em prosa, característica de obras literárias de romance, e revela uma trama recheada de personagens fantásticos e situações de mistério, proporcionando uma verdadeira imersão em um mundo ficcional riquíssimo.

A história começa em Kurgala, um mundo abandonado por Quatro Deuses. Adapak, o protagonista, tem apenas 19 ciclos (ou anos) e é filho de um deles. O guerreiro de pele da cor do carvão e olhos totalmente brancos, como um cego, é perseguido por um misterioso grupo de assassinos logo no começo do livro. Sem saber o motivo da perseguição dos guandirianos que querem matá-lo, Adapak usa suas espadas gêmeas e os Círculos de Tibaul para se livrar da primeira enrascada.

Com esse imbróglio inicial, Adapak é obrigado a deixar a ilha sagrada onde cresceu. A partir daí ele vai desbravar um mundo hostil, repleto de criaturas exóticas e personagens misteriosos. Munido de uma sabedoria ímpar, mas dotado também de uma inocência rara, o exímio espadachim coloca em prática seus conhecimentos para descobrir quem são os inimigos. O problema de sua busca é que existem outras questões envolvidas, como segredos antigos que podem ser comprometidos.

O enredo desenha um incrível universo mitológico. Rico em estética, não é difícil identificar as referências do autor, que passeiam entre o cineasta Steven Spielberg; o mago do terror Stephen King; o autor do incrível mundo de O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien; e livros-jogos de RPG. Uma viagem para além do cotidiano dos jovens do Ensino Médio, que motiva a embarcar na aventura do aprendizado com curiosidade e expectativa.

Ótima escolha para o PNLD 2018 Literário!

Perguntem a Sarah Gross
Ficha técnica

Título: Perguntem a Sarah Gross

Autor: João Pinto Coelho

Gênero literário: Romance

Páginas: 384

Temas: Diálogos com a sociologia e a antropologia/ Protagonismo juvenil

Categoria: 6

Código PNLD: 1251L18603

Perguntem a Sarah Gross

Perguntem a Sarah Gross nos transporta para um dos mais terríveis locais da história mundial, marcado por dor e sofrimento: Auschwitz, que se tornou o mais famoso campo de extermínio do mundo. Mas não se assuste! A obra é bem maior que esse triste pedaço da história da humanidade.

João Pinto Coelho escolheu o contexto do Holocausto como pano de fundo para ambientar sua obra e levar o leitor a compreender – se é que isso é possível – o que aconteceu durante aqueles anos terríveis, na que pode ser chamada de “a tragédia das tragédias”. A surpreendente e bem contada trama perpassa os fatos históricos da época e abusos como racismo e violação de menores, mas mostra também grandes amizades e cumplicidades, a resiliência e a luta por aquilo em que se acredita.

Entre a Polônia de 1939 e os Estados Unidos de 1968, todos esses elementos tornam Perguntem a Sarah Gross uma leitura marcante, profunda e inesquecível, em que se destaca a relação do indivíduo com o mundo a sua volta, evidenciando a complexidade das relações humanas e da tomada de decisões frente aos diferentes comportamentos sociais – temas universais presentes no cotidiano dos alunos. A história de Kimberly Parker, uma das personagens principais deste romance, causa grande emoção, num misto de horror e fascínio, revolta e descrença.

Kimberly, uma jovem professora que atravessa os Estados Unidos para lecionar no colégio onde a misteriosa e carismática Sarah Gross é diretora. Kimberly carrega um segredo terrível e busca um pouco de paz na escola centenária e elitista. Porém, ela presencia uma tragédia que abala toda a instituição e traz à tona um passado avassalador. A partir disso, a professora entra numa história brutal de dor e busca pela sobrevivência para a qual ninguém a havia preparado.

Quem nos apresenta todo esse enredo é João Pinto Coelho, que nasceu em Londres, em 1967, mas morou a maior parte da vida em Lisboa. Ele é arquiteto e professor de artes visuais, além de escritor, é claro! Passou diversas temporadas nos Estados Unidos, onde trabalhou em um teatro profissional perto de Nova York. Em 2009 e 2011 integrou duas ações do Conselho da Europa em Auschwitz, na Polônia. Lá, trabalhou com vários pesquisadores do Holocausto.

No mesmo período, concebeu e implementou o projeto “Auschwitz in 1st Person/A Letter to Meir Berkovich”, que juntou jovens portugueses e polacos e o levou novamente à Polônia (e aos campos de concentração e extermínio). Perguntem a Sarah Gross, seu romance de estreia, foi finalista do prêmio LeYa, em 2014.

A recomendação para os alunos é uma só: descubram quem foi Sarah Gross e aprendam sobre uma vida incrível.

Excelente leitura para o PNLD 2018 Literário!

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